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PERIODO DE TRANSIÇÃO EM VACAS LEITEIRAS

O período de transição, três semanas antes até três semanas após o parto, é um período extremamente importante para a saúde, produção e rentabilidade da vaca leiteira. Grandes mudanças adaptativas ocorrem durante a fase final da gestação e o início da lactação. Nesta fase, o principal desafio enfrentado pelas vacas é o aumento expressivo na demanda de nutrientes para produção de leite associado ao baixo consumo de matéria seca (CMS) e, portanto insuficiente aporte de nutrientes.

O fato de que muitas vacas são capazes de passar por esse desafio sem dificuldades sugerem que não precisa de cuidados. No entanto, em rebanhos de alta produção uma em cada duas a três vacas sucumbe a algum tipo de problema de saúde durante o período de transição, o que poderia demonstrar a fragilidade do sistema.

Um melhor conhecimento das mudanças fisiológicas e patológicas durante o período de transição pode levar ao desenvolvimento de melhores práticas de manejo e alimentação durante esta fase. Aumentando os lucros ou simplesmente diminuindo os prejuízos.

Mudanças fisiológicas e patológicas associadas ao balanço energético são importantes fatores relacionados ao desenvolvimento de cetose, deslocamento de abomaso e retenção de placenta, e podem causar impacto negativo no sistema imune levando ao aumento da ocorrência de doenças infecciosas como mastite e metrite.

Durante as últimas três semanas de gestação a demanda por nutrientes pelo feto e placenta atinge o nível máximo, no entanto o CMS diminui em 10 a 30%.

Após o parto, com o início da produção do leite e o aumento rápido na produção de leite, há grande aumento na demanda de glicose para a síntese da lactose do leite, em um período em que ainda não há o máximo CMS.

A competência do sistema imune é deprimida durante o período de transição. Uma diminuição da habilidade do sistema imune em responder a desafios infecciosos provavelmente é responsável pela alta incidência de mastite ambiental ao redor do parto, como também alta incidência de metrite.

O início repentino da produção do leite na glândula mamária resulta em aumento bastante expressivo na demanda de cálcio. Como conseqüência, as concentrações de cálcio podem cair muito durante o parto levando a hipocalcemia clínica. Já a hipocalcemia sub-clínica é resultado de quedas menores nas concentrações de cálcio do sangue, sendo considerada fator de risco para desordens como metrite, o deslocamento de abomaso e cetose.

ENTÃO CUIDADO COM ESSE PERIODO.!!!!

Méd. Vet. Giovani Menegon - DEPEC- COAGRIL

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