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CONFORTO TÉRMICO EM VACAS LEITEIRAS

Na pecuária brasileira a produção de bovinos leiteiros caracteriza-se, em sua maior parte, por sistemas onde os animais estão sob forte influência do clima ao qual estão expostos, ou seja, fora de instalações climatizadas e sujeitos aos efeitos negativos sobre a produção e reprodução.

Principalmente para as raças de origem europeia, o ambiente térmico inadequado as exigências do animal (como fase da lactação, reprodução, etc) pode reduzir a produção de leite, além de causar consequências comportamentais negativas decorrentes do estresse.

Mas afinal, o que é conforto térmico e qual sua importância para uma vaca? O conforto térmico, em poucas palavras, é uma condição onde existe um equilíbrio do ser vivo com o ambiente térmico no qual o mesmo está inserido. Ter conforto térmico significa não sentir frio e nem calor, e sim se manter numa condição de satisfação, que envolve não só a temperatura mas a umidade relativa também.  

Assim como nós, os animais sentem frio e calor, e dispõem de mecanismos para “perder” (dissipar) o calor quando estão com a temperatura elevada, ou “ganhar” calor (energia térmica) quando estão com a sensação de frio. Estes animais necessitam de condições adequadas de conforto térmico para expressar o seu potencial máximo e atingirem o ápice de produção, e assim, aumentar a rentabilidade da propriedade, ou ao menos, reduzir as perdas de produtividade. Isso só é conseguido se, além de possuir boa genética, boa alimentação e saúde, os animais encontrarem boas condições ambientais (conforto térmico) para o seu desenvolvimento.

O estado de conforto térmico é importante para todos animais, em especial para as vacas leiteiras, pois estes animais além de serem sensíveis a altas temperaturas, produzem uma quantidade considerável de leite por dia, e esta produção gera ainda mais calor interno pelo seu próprio metabolismo. No caso do Brasil, estes animais acabam enfrentando o clima quente e úmido, o que piora o desconforto térmico dos animais e impacta negativamente na produção de leite.

O comportamento animal é alterado em função do ambiente e o próprio animal recorre aos recursos disponíveis para que o mesmo possa se manter em equilíbrio térmico. Por isso, é comum observar vacas aglomeradas em espaços de sombra nas horas mais quentes do dia, com a respiração ofegante na tentativa de aliviar a sensação de calor. Em condições de estresse térmico, por exemplo as vacas leiteiras em pastejo deixam de se alimentar nas horas mais quentes do dia, e passam a pastejar a noite, uma pratica bastante usual.

Então, como estamos entrando no período de calor do ano, onde as vacas sofrem mais com o calor, precisamos pensar em alternativas para aliviar o desconforto térmico e melhorar a produção de leite e a reprodução das vacas leiteiras nesse período.

Médico Veterinário GIOVANI MENEGON - DEPEC COAGRIL

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