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INFORMATIVOS

Cuidados na pós-colheita

O trabalho do produtor não encerra com a lavoura pronta. Ainda que a condução da lavoura seja adequada, etapas críticas na colheita e pós-colheita precisam ser gerenciadas. Existem diversas etapas pós-colheita que dependem da atuação da assistência técnica para garantir que o alimento chegue com qualidade no consumidor final. O módulo pós-colheita da capacitação Embrapa e Sistema OCB, realizado nos dias 23, 24 e 25/10, apresentou uma visão sistêmica da cadeia produtiva de cereais de inverno com foco no produto final, integrando processos e resultados. As perdas na colheita são inevitáveis, já que as variações no relevo, maturação e porte das plantas sempre acontecem em lavouras de grãos. No trigo, o índice médio de perda devido a problemas mecânicos é de 5%. Na soja, o desperdício na colheita da soja chega a 4% da produção, e no milho as perdas com grãos caídos no chão chegam a 8%. Apenas procedimentos de regulagem básica nas máquinas e a manutenção dos equipamentos associados à qualificação dos operadores podem reduzir significativamente as perdas. A contaminação dos grãos por micotoxinas, resultado tanto do ataque de fungos na lavoura quanto da ação de pragas nos armazéns, é um dos problemas enfrentados na pós-colheita. O manejo integrado e a identificação de pragas de grãos armazenados foram apresentados pelos pesquisadores da Embrapa para ajudar na melhor tomada de decisão quanto ao controle, contando na programação com uma atividade prática de expurgo numa unidade de beneficiamento de sementes. Os impactos da presença de giberela no trigo e os efeitos da contaminação por micotoxinas na alimentação humana e animal fecharam a programação com a visita ao laboratório da UFSM, onde foi possível observar como as micotoxinas afetam animais como suínos e aves. Também foram discutidas formas de controle e amostragem na cadeia alimentar voltadas à construção de estratégias de redução dos níveis de micotoxinas nos alimentos. Conhecimentos sobre qualidade em trigo, indicação de uso final e as demandas da indústria são fundamentais aos técnicos para melhor comercializarem os grãos na pós-colheita. A classe comercial é uma das informações que baliza o mercado e a cadeia produtiva em relação ao tipo de uso em que o cereal poderá ser empregado. Atualmente, a classificação comercial tem como base o peso do hectolitro, a força de glúten (valor W), a estabilidade e o número de queda, mas a indústria avalia outros parâmetros conforme o uso final, como cor da farinha, absorção de água, dureza do grão, proteínas, entre outros. O processo de avaliação de qualidade tecnológica do trigo foi apresentado no laboratório de pós-colheita da Embrapa Trigo, reproduzindo o trabalho realizado na indústria moageira. Participaram do 6º módulo da Capacitação na Cadeia Produtiva em Cereais de Inverno Embrapa - Sistema OCB 35 profissionais dos departamentos técnicos das cooperativas Camnpal, Coasa, Cotrijal, Coagrisol, Copermil, Cotriel, Auriverde, Cotricampo, Cooperalfa, Cotripal, Cotribá, Coagril, Frísia e Cotapel. As orientações contaram com pesquisadores da UFSM (Carlos Augusto Mallmann), da Embrapa Trigo (José Maurício Fernandes, Eliana Guarienti, Antonio Faganello, Francisco Falcão e Paulo Pereira) e da Embrapa Soja (Irineu Lorini e Osmar Conte).

Jeferson Jose Muhl e Rafael A. Oppelt.

DETEC - COAGRIL

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