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INFORMATIVOS

Manejo em pós-emergência na cultura do milho

A cultura do milho encontra-se na fase inicial do seu desenvolvimento, momento crítico para a competição com pragas e plantas daninhas objetivando altos rendimentos devido a definições de população e componentes de rendimento.

A emergência da cultura tem trazido cada vez mais preocupações com relação ao aparecimento de pragas como o percevejo. A capacidade de dano da praga é influenciada principalmente pela característica e fase de desenvolvimento da própria planta no período do dano, sendo, via de regra, quanto mais nova a planta, maior o prejuízo.

Após a cultura da soja na safra anterior, os percevejos procuram alternativas de sobrevivência, principalmente em plantas daninhas e culturas de cobertura utilizadas no inverno. Por isso, um dos primeiros passos para um bom manejo e instalação da cultura do milho começa antes mesmo da cultura estar plantada. A dessecação antecipada, para eliminar as plantas hospedeiras, auxilia na redução da população de percevejos até a emergência do milho e é uma das primeiras práticas de manejo que deve ser adotada.

Com a redução das áreas implantadas com a cultura do milho, o produtor deve se atentar a bordadura com áreas de cultivos de inverno como trigo e aveia, sendo estes hospedeiros do percevejo barriga verde, que podem atacar a cultura adentrando as áreas pelas laterais em virtude da alta mobilidade da praga.

A competição com plantas daninhas tem seu período crítico antes do fechamento do dossel vegetativo, tendo em vista que a cultura não apresenta capacidade competitiva, proporcionando perdas consideráveis na cultura. Outro fator que nos remete ao controle das plantas daninhas nesse momento é o pequeno porte das mesmas, aumentando a eficiência dos herbicidas utilizados.

Para o controle de plantas daninhas devem ser aplicados herbicidas seletivos a cultura, por exemplo: Primatop, Extrazin, Accent, Atrasina, Soberan entre outros. Nas cultivares que apresentam eventos de resistência aos herbicidas glifosato e/ou glufosinato de amônio, importante certificar-se, e sendo assim, os mesmos podem ser utilizados em pós-emergência da cultura associado à Atrasina, propiciando controle imediato e residual.

A aplicação do herbicida deve ser realizada preferencialmente com teor de umidade do solo mais elevada, aumentando a eficácia dos herbicidas residuais e deve anteceder em até 7 dias a adubação nitrogenada, quando da grande população de plantas infestantes, diminuindo a competição por nitrogênio pelas mesmas.

Contudo, o correto manejo pode permitir áreas aptas a obtenção de altas produtividades, proporcionando a viabilidade técnica-econômica do cultivo.

 

Eng. Agr. Mauro Roberto Rohr

Detec - Coagril

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