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MANEJO E CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA SOJA

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MANEJO E CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA SOJA

A semeadura da soja na região de chapada está sendo finalizada, restando algumas áreas principalmente resteva de trigo. Já a soja implantada no final de outubro inicia-se o controle de invasoras a fim de evitar a competição com as plantas invasoras (buva,corda de viola,picão,leitero, aveia),que competem por luz, água, nutrientes e espaço nas lavouras, afetando o crescimento e o desenvolvimento da soja e consequentemente,o rendimento econômico da cultura.

Mesmo que o controle das plantas daninhas em pré-semeadura foi realizado, muitas sementes de invasoras, que estavam em dormência no solo, com a sua exposição e o revolvimento da terra no momento da semeadura, começam a germinar e competir com as plântulas de soja, necessitando o seu controle.

Em algumas áreas, por ocorrer o controle ineficaz, pode ocorrer o rebrote das plantas invasoras comumente resistentes ao Glifosato (Roundup®) necessitando de uma avaliação criteriosa do estadio de desenvolvimento da planta daninha para definição da estratégia de controle. Precisamos ter muita atenção, pois é esse o período em que a soja mais necessita de luminosidade, nutrientes e água nas lavouras, esse período chamado de período critico de controle.

Também devemos ter alguns cuidados para que essa dessecação não ocorra muito cedo e acabe atrasando o crescimento e desenvolvimento da soja no início de sua emergência (VE). Quando a planta ainda é muito vulnerável a altas doses de glifosato, devido a baixa área fotosinteticamente ativa, insuficiente para metabolização, sendo que as plântulas  ainda são dependentes somente das reservas dos seus cotilédones para o seu desenvolvimento e uma aplicação efetuada precocemente pode afetar o desenvolvimento da plântula causando fitotoxicidade causando sintomas como enrugamento, escurecimento da planta e consequentemente diminuindo o ritmo do seu desenvolvimento.

O período recomendado para a dessecação tem inicio no estágio V2 da soja, ou seja, quando o seu primeiro trifólio estiver totalmente aberto onde a soja não depende mais só dos cotilédonos para se desenvolver, é nesse momento que devemos aplicar o herbicida (secante), observando a umidade do ar, a temperatura, os ventos fortes, buscando sempre as melhores condições para sua aplicação.

A dose e o produto a ser aplicado depende da espécie,densidade e tamanho das plantas daninhas observadas da área. Maiores informações podem ser obtidas junto ao departamento técnico da coagril.

Engenheiro Agrônomo Uebel. Detec Coagril

 

 

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